Travessia do Dragão
De Melgaço até Chaves
8, 9 e 10 de Abril de 2004
Texto: Pedro Ribeiro Fotos: Zé Rodrigues
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Dados:
track GPS (download) altimetria (ver) mapa (ver) mais informação em http://gpsbtt.planetaclix.ptO José Augusto Pereira (JAP) e o Rui Appelberg proporcionaram-me a mais fantástica das jornadada de BTT que alguma vez fiz. Sabendo o quão difícil seria descrever por palavras tudo aquilo por onde andámos, não resisti a fazê-lo enquanto a memória se encontra fresca.
- ESTATÍSTICA:
- Percurso:
- Início: Lamas de Mouro (Melgaço)
- Fim: Chaves
- Tipo de piso: acidentado e com muitas zonas bastante técnicas
- Distância total: 224km
- Desnível acumulado: 6986m
- 1a Etapa (5a feira, 8 de Abril):
- Lamas de Mouro - Campo do Gerês
- Distância: 84km
- Desnível acumulado: 2455m
- 2a Etapa (6a feira, 9 de Abril):
- Campo do Gerês - Salto
- Distância: 65km
- Desnível acumulado: 2415m
- 3a Etapa (Sábado, 10 de Abril):
- Salto - Chaves
- Distância: 75km
- Desnível acumulado: 2116m
OS PREPARATIVOS
O JAP e o Rui tinham avisado de que pouco mais seria necessário do que a carteira e a escova de dentes. O percurso iria ser duro e convinha ir leve. Pessoalmente, apesar de levar pouca coisa, resolvi montar um suporte e levar uma pequena mochila nas costas e o resto num pequeno saco no suporte. O Zé Rodas e o Orlando Lemos apresentaram-se de alforges. E o Orlando até um pequeno saco levava no guiador :-) O JAP lá o convenceu a deixar metade da carga mas mesmo assim ainda ficou bem aviado :-)
A PARTIDA
Manhã de 5a feira. A travessia só se concretizou nesta data pois havia previsões de bom tempo para este período. E o céu estava realmente limpo mas a temperatura era bastante baixa. Lá nos despedimos da mulher do Zé Rodas, após uma fotografia da praxe e partimos por uma estrada de alcatrão descendente. Logo ali comecei a aperceber-me de que este passeio nos iria proporcionar paisagens invulgares: a estrada prolongava-se, ziguezagueando num longo vale até desaparecer no horizonte. Fez-me lembrar, salvaguardadas as devidas proporções, uma foto que vi algures na net do Stelvechio, uma das míticas subidas dos Alpes.
A PRIMEIRA SUBIDA
Ataquei-a com precaução. Ia subindo suavemente pela encosta proporcionando uma bela visão de vales que se prolongavam por longos kilómetros. Em breve começámos a observar alguma neve que o sol dos últimos dias ainda não tinha conseguido derreter.
AS PRIMEIRAS PEDRAS
Não demorámos muito a entrar em contacto com aquilo que seria quase uma regra em termos de piso para este percurso: uma descida cheia de enormes pedras de arestas aguçadas onde máquinas e homens eram bastante abanados.
A AVARIA
Teríamos percorrido cerca de 20km desde a partida. Percorríamos então uma espécie de planalto quando o suporte do Zé Rodas partiu. A avaria era grave. Sem um aparelho de soldar :-), apenas com zip-ties, não havia grande coisa que se pudesse fazer. Depois de inúmeras tentativas para solucionar o problema a solução foi passar os alforges para o meu suporte que, por acaso, era perfeitamente compatível com estes.
SERÁ QUE ISTO RESULTA?
O peso extra dos alforges provocava um comportamento totalmente diferente da bicicleta. A descida seguinte foi um teste. Havia muita pedra e a traseira tinha perdido muita da agilidade. Mas dava para descer. Seguiu-se uma subida também com muita pedra. Como não era muito inclinada era relativamente fácil manter a frente no chão, apesar do peso extra na traseira, e a ascenção lá se fez. Portanto agora era só uma questão de força para chegar ao fim da etapa :-)
PEDRAS
Havia sempre muita pedra! Quem já foi aos Carris pode ficar logo com uma idéia do piso que encontrámos em inúmeras subidas e descidas desta travessia.
A CAMINHO DO SOAJO
Pelas Brandas e Inverneiras (onde é que já ouvi isto? ;-) ). Flores amarelas surpreendiam-nos com um estranho mas agradável cheiro a baunilha (??). A descida tinha agora um piso que permitia velocidade elevada. Terminou junto a uma ponte sobre um ribeiro paradisíaco onde vacas e bois que por ali andavam vinham beber por entre as pedras. Entrámos então numa estrada que nos levaria até ao Soajo. Pelo meio um desvio para mais uma subida que nos levaria até mais uma descida radical, ainda que se tivéssemos optado por nos mantermos estrada o caminho seria mais directo e fácil. Mas "facilidade" era palavra que não fazia parte do dicionário deste evento.
A LIÇÃO DE HISTÓRIA
Sentados na esplanada dum pequeno café fomos interpelados por um sujeito curioso de saber a nossa proveniência e destino. Ficámos também a saber que se encontrava a meio duma "cruzada" para restituir à serra que tínhamos acabado de percorrer o seu verdadeiro nome. Segundo ele o nome da serra tinha sido desde sempre Serra do Soajo. Alegava ele que o nome de Serra da Peneda tinha resultado da incompetência ou ignorância dum capitão do instituto geográfico do exército que em tempos tinha andado por ali a fazer uns levantamentos topográficos...
BATENDO NO FUNDO
A travessia da ponte sobre o Rio Lima, junto à central do Lindoso, assinalou o ponto de cota mais baixa do percurso. Não seriam de esperar facilidades para sair dali ;-)
AGORA É QUE A CARGA INCOMODA
A seguir a Paradamonte seguiram-se uma série de estreitos caminhos ascendentes, de pendente acentuada e com muita pedra e degrau. As pedras eram desta vez bastante polidas e era necessário quase que escalá-las. Aqui o peso extra dos alforges incomodava bastante e era sempre bem vinda uma ajudinha para ajudar a avançar um ou outro troço.
UM SINGLE-TRACK DE SONHO
Foi talvez o apogeu desta primeira etapa. Uma descida estreita, pouco visível devido aos arbustos que escondiam uma ou outra pedra traiçoeira. A inclinação era bastante acentuada, convidando a puxar o traseiro bem para trás, e o precipício que a ladeava não era aconselhado a quem sofra de vertigens, especialmente durante as várias curvas a 180º que era necessário negociar com muiiiiitoo cuidado. Algumas vezes pensei em interromper a descida mas as coisas foram correndo bem e chegámos cá abaixo para sermos brindados por mais um trialeira que terminava junto a um ribeiro de águas cristalinas.
A CAMINHO DO GERÊS: A VIA SACRA
Passado algum tempo estávamos no asfalto que nos levaria até à barragem de Vilarinho das Furnas e, logo de seguida, a Campo do Gerês onde terminaria esta primeira etapa. A subida ia ser longa, só terminando em Brufe. Inicialmente não houve problema mas à medida que a subida se foi prolongando e acentuando a inclinação o peso extra dos alforge do ZR na minha bicla começou a fazer estragos. Comecei a perder cada vez mais terreno para o JAP e o Rui. O ZR mantinha-se à minha beira para me acompanhar. Não havia maneira de ver o final da subida, nem a olho nem no GPS, e posso dizer que passei neste período os piores momentos de toda a travessia, desesperado, tentando engendrar mil-e-um esquemas que me tirassem daquele filme :-)
GERMIL
Reagrupámos em Germil. Apesar de tudo só tínhamos perdido alguns minutos para o JAP e para o Rui. O Orlando também já vinha com algumas dificuldades. Como, em alternativa à estrada, havia umas trialeiras interessantes antes de Brufe mas onde era necessário subir mais um pouco, achámos melhor dividir temporáriamente o grupo. Eu e o Orlando, que também já vinha com algumas dificuldades, optámos por poupar as forças seguindo por estrada calmamente até Brufe onde nos voltaríamos a reunir ao resto do grupo. Foi uma decisão bastante acertada: chegámos calmamente antes deles que ainda por cima vinham bastante cansados daqueles kms de esforço extra.
O FINAL DA 1ª ETAPA
A descida para a barragem de Vilarinho das Furnas fez-se através duma estrada que percorria uma garganta rochosa que naquela altura era percorrida por um vendaval gélido que nos obrigava a pedalar apesar da inclinação da descida (!!). A mulher do ZR apareceu lá com uma mochila e uma travessa de aletria :-) Finalmente ia-me ver livre dos malditos alforges :-) Tomámos um banho retemperador, jantámos uma deliciosa vitela assada com a aletria da esposa do ZR como sobremesa e a noite não teve muito mais história porque o que o pessoal queria era dormir.
SEGUNDO DIA
Lá arrancámos, após o pequeno-almoço, agora já com o ZR em versão "mochileira". Liberto do lastro do dia anterior ataquei com fulgor o asfalto que nos levaria ao Cabeço da Calcedónia. Neste segundo dia, ao contrário do anterior, conhecia grande parte do trajecto que iríamos percorrer. Mas nem isso fez esmorecer o meu entusiasmo, aquelas paisagens são sempre deslumbrantes, independentemente do número de vezes que já lá passámos. Uma descida rápida e sinuosa levou-nos até perto da vila do Gerês onde atacámos então os cerca de 6km de subida que nos levavam até à Pedra Bela, num percurso semelhante ao do I Passeio de Verão da V@, em 2001.
DO ARADO À PIGARREIA
Estava com saudades de fazer este troço que um dia tinha descoberto por recurso às cartas militares. Depois de passarmos a ponte sobre o rio Arado, perto da respectiva cascata, uma pequena subida levou-nos ao início duma longa descida de paisagens deslumbrantes e com uma parte final extremamente inclinada, cheia de ganchos e terra mole. Infelizmente as zonas técnicas da parte inicial foram removidas devido a alguma manutenção que foi feita recentemente aos caminhos. Em compensação foi possível fazer a descida a maior velocidade :-)
SALAMONDE: MEIA JORNADA
Pequena subida por asfalto até Fafião, descida por terra a alta velocidade até à barragem e mais alguns kms de subida por asfalto levaram-nos a Salamonde. Estaríamos então sensívelmente a meio da jornada daquele dia. As dificuldades não tinham sido muitas. Aquele ritmo iríamos acabar cedo. Parámos algum tempo num café para reforço alimentar antes de atacarmos a 2ª metade do trajecto.
A VACA!
Ataca!. Era este o grito de guerra do Rui quando uma dificuldade se aproximava. Tipo curioso, este Rui... O cabelo e bigode castanhos claros e um peculiar sentido de humor dão-lhe o aspecto dum fleumático major do exército de Sua Majestade, no entanto tinha estes tiques extrovertidos. Gritos de "Ataca!" ao aproximarem-se subidas difíceis e um olhar esgazeado com baba quase a escorrer-lhe pelos cantos da boca quando se avizinhavam as "tenebrosas" (falamos das descidas, claro). O Orlando confessou-me ficar apreensivo com estas reacções :-)))) Mas tudo isto a propósito da vaca. É que o grito do Rui fazia antever dificuldade da grossa... e começou ainda dentro da aldeia, com uma sucessão de inclinadas rampas em paralelo que depois se transformaram em terra, depois em pedra e, finalmente, numa erva mole que prendia as rodas. Tudo isto para nos levar ao Alto da Vaca. Solidáriamente toda a gente fez a maior parte da subida "a penantes", com excepção do JAP que deve ter feito uma grande parte montado. Raios parta a vaca da subida! :-)
O TALEFE DE NOVO
Ia ser a minha 3ª ascensão ao Talefe (alto da Cabreira) em 4 semanas! Mas desta vez íamos dar uma volta maior, julgando eu que seria por isso mais suave a subida, relativamente aquela que tínhamos feito no passeio da V@ da semana anterior. Mas em vez de começarmos logo a subir, descemos !!?? Durante a descida, inclusive, esteve para haver um grave acidente com um cavalo selvagem escondido nos arbustos da berma e que assustado com a nossa passagem se atravessou inesperadamente à minha frente :-( E começa a subida. Suave??? Bom piso??? Nada disso! Longa, por vezes inclinada e com um piso intragável, coberto de pedras! Apesar disso sentia-me bem e ia subindo sem grandes problemas. O mesmo não se podia dizer do Orlando e do ZR que não estavam a atinar muito bem com aquela subida. Curiosamente, quando já tinham passado as maiores dificuldades, tive, repentinamente, uma estranha sensação de fome. Não tinha comido nada desde Salamonde. Que erro estúpido, pensei. Apesar de ainda me sentir bem fisícamente resolvi parar para comer algo antes que a situação se agravasse. Só que quando recomecei a pedalar as forças já não eram as mesmas e lá me fui arrastando penosamente ao longo do final da subida assolada por um vento forte e gélido, digno duma qualquer tempestade numa região polar. Abrigados do vento pela parede duma das construções existentes no topo, aí descansámos um pouco antes de abandonarmos o pico. O Orlando e o Rui foram à volta pelo estradão e eu fui mostrar ao JAP e ao ZR a descida hardcore do passeio da V@ o que valeu ao primeiro uma cambalhota que teve como consequências um torcicolo e uma dor persistente numa costela :-)
SALTO: O FINAL DA SEGUNDA ETAPA
Antes do final, oportunidade ainda para fazer alguns kms de single-track que teve tanto de belo como de técnico, com as omnipresentes pedras aguçadas. Depois um estradão que subia muito ligeiramente levou-nos até perto do Salto. No último km, já dentro da localidade, fomos ainda surprendidos por um empedrado muito divertido. pedra até ao último minuto :-)
FEBRE DE SEXTA À NOITE
Apesar de ser sexta-feira santa o restaurante da pensão onde ficámos alojados estava apinhado de gente sequiosa, tal como nós, da famosa posta barrosã. A estalajadeira, D. Maria, mulher dum carisma muito especial que mantinha tudo e todos na linha lá ia dando conta do recado. Hilariante e ilustrativa a resposta que deu ao Orlando quando este disse que o que seria bom para a sobremesa seria uma laranja descascada. Resposta pronta de D. Maria: "Pois seria muito melhor se a descascasse você!" :-)))))) Isto só serviu para nos animar mais nesta noite em que por efeitos, talvez, dos néctares do Alentejo estavamos bastante alegres e "desinibidos" ;-) Até a fleuma do Rui se mostrava incapaz de resistir às tiradas do Orlando :-))))
TERCEIRA ETAPA
Depois de nos despedirmos de D. Maria, que nos tinha preparado o pequeno almoço e pedido para assinarmos um livro de visitas em estreia absoluta, fizémo-nos à estrada com o Rui já a salivar antevendo as "tenebrosas" que estavam reservadas para este último dia.
AS TENEBROSAS
E não tardaram em aparecer. E foram tantas que é difícil situá-las no espaço e no tempo. Lembro-me especialmente de duas. Na primeira só desmontámos quando nos apercebemos da loucura que estávamos a cometer e já com o JAP enfiado nos verdes da berma. A descida era suposto ser muito técnica mas aquilo era demais. Afinal tínhamos apanhado o caminho ligeiramente ao lado. O tenebroso trilho correcto estava mais abaixo. O que estávamos a fazer tinha-se tornado impossível. O Orlando finha descendo a pé e murmurando um conformado "Cristo não andou por aqui!" :-) A segunda começava com um apertado trilho, quase um without-track, pelo meio de mato denso e depois de alguns drops e muita pedra tornava-se demasiado inclinado e traiçoeiro para fazer montado, terminando num pequeno vale onde corria um ribeiro de águas cristalinas e onde nas verdejantes margens nos sentámos para descansar e comer algo.
SUBIR PELO PRAZER DA CONQUISTA
Curioso que, apesar do risco de encontro com o Homem da Marreta, a "organização" nunca deixou por mãos alheias a oportunidade de visita aos inúmeros parques eólicos e marcos geodésicos das regiões por onde passávamos. Em duas ocasiões, pelo menos, Armada e Leiranco, deram-se ao luxo de nos proporcionarem alguns kms extra de ascenção só para visitarmos os respectivos picos, voltando depois novamente para trás. Bem hajam pelo reforço da minha colecção de vértices geodésicos ;-)
O RASPANETE
Em Alturas do Barroso, lembrando-me do descuido com a alimentação no dia anterior, resolvi pedir à senhora do café uma sandes de pão de centeio e salpicão caseiros ;-) A senhora demorou algum tempo a prepará-la e quando me preparava para a saborear já quase todos tinham acabado de comer. O JAP, quando se apercebeu, censurou-me: "Ainda agora é que vais comer isso? Estás demasiado acostumado aos passeios do Jorge Moniz!" :-)))))))
NÃO ULTRAPASSEM OS GUIAS
Após a barragem dos Pisões havia uma longa e cansativa subida. Terminada esta era altura de descer. O piso era bom e a velocidade elevada. Tão elevada que o ZR nem se apercebeu dos gritos do JAP e continuou por lá abaixo, até ao fundo, quando devia ter virado à direita :-)))))
O LEIRANCO
Neste terceiro dia não me sentia com grandes forças, tinha andado o dia todo a gerir as energias. Estava a ficar preocupado. A dificuldade do dia era suposto ser o Leiranco mas já tínhamos feito tanto sobe e desce e nada de Leiranco. Mas ele lá acabou por aparecer. A subida não foi muito inclinada nem teve zonas técnicas, conforme o JAP tinha prometido. Ele, o ZR e o Orlando subiram num ritmo que me pareceu infernal e resolvi por isso deixar-me ir no meu ritmo, com o Rui umas dezenas de metros lá atrás. Depois de alguns kms lá atingimos o topo da última grande dificuldade donde já pudemos observar Boticas e... Chaves!
A DESCIDA
Descer o Leiranco foi um dos pontos mais altos destes 3 dias. A loooongaaaa descida pela encosta, inicialmente apenas perturbada pela densa vegetação mas onde rápidamente apareceram as... sim, as pedras. Só que desta vez acompanhadas pelos seus colegas buracos e regos :-) Apesar de tudo só o Rui acabou por se encaixar num desses regos e ao fim de algum tempo a descida lá terminou, para grande pena nossa.
OS ÚLTIMOS KMS
Depois do Leiranco não esperávamos nada de especial até Chaves. Mas mais uma vez fomos surpreendidos. Além de bonitos caminhos rurais ainda fomos presenteados com uma série de single-tracks e mais algumas descidas técnicas que só terminaram quando estávamos praticamente dentro da cidade. À nossa espera estava a mulher e a filha do ZR com deleciosas sandes de presunto e pão de Amarante. Congratulámo-nos mutuamente pela excelente jornada que tínhamos acabado de concluir. Pessoalmente sentia-me bem, contemplativo. Efeito das endorfinas, dizem :-)
EPÍLOGO
Despedimo-nos do ZR e da família mas para os restantes ainda tínhamos alguns kms de estrada para cumprir até ao carro do JAP guardado em casa dos sogros. E depois a mais longa das jornadas: o regresso de carro a Lamas de Mouro para ir buscar os carros que lá tinham ficado. Eu e o Orlando só chegámos a casa pelas 2:00 da manhã de Domingo!