5º PSING - Passeio do fórum Singlespeed-Portugal.net

Data: 26 de Novembro de 2011

Texto: Pedro Ribeiro

Fotos: Pedro Ribeiro

Tinha já há algum tempo decidido não voltar a organizar passeios para muita gente. No entanto, já não recordo por iniciativa de quem, há uns tempos veio à baila entre mim e o Max a possibilidade de arranjar um percurso para o 5º PSING e resolvi aceitar o desafio. Tinha uma ideia, baseada em alguns trajectos que tinha percorrido nos últimos meses com os companheiros habituais, e agradava-me guiar por lá um grupo de singlespeeders. Além disso acho que sentia a falta daquele misto de pressão e divertimento que são os reconhecimentos em busca do percurso ideal.

Mas no primeiro reconhecimento logo a pressão se sobrepôs ao divertimento. As coisas não estavam a sair como tinha imaginado, aquele que era um bom percurso para fazer com dois ou três amigos não me "soava" bem para uma passeio, ainda que pouco organizado. Quase arrependido e amaldiçoando a minha memória curta por me ter mais uma vez me ter deixado envolver em mais uma "encrenca" daquelas, dava por mim ao longo dos dias seguintes a desenhar pequenos mapas e trajectos em folhas de rascunho que acabavam, inevitavelmente, no caixote do lixo.

Com as semanas a passarem e sem conseguir o "consenso" necessário dos neurónios, comecei então a ponderar um percurso completamente diferente numa outra zona que, como se costuma dizer, conheço como a palma das minhas mãos. O trajecto era inspirado num dos que havia realizado com a companhia do meu filho durante o último Verão. Preocupava-me apenas o facto de ser uma região muita batida por tudo quanto é ciclista de montanha aqui da zona. Na minha opinião ia ser um grande desafio tentar arranjar ainda algo de aliciante para esse pessoal.

Lançámo-nos ao trabalho com afinco nos fins-de-semana seguintes. Não posso deixar de enaltecer a paciência de quem me acompanhou durante essas saídas: Tico, Óscar, Pedro, Leonardo e Eduardo. Pessoalmente acho que o divertimento destas coisas está precisamente nos reconhecimentos. Mas é trabalhoso e até pode haver quem ache chato. Experimentam-se caminhos que às vezes não levam a lugar nenhum. É preciso falar com os donos dos campos, e se há aqueles que nos recebem com simpatia também há os outros que nos expulsam de imediato, sem querer mais conversas. Há que respeitar e procurar alternativas.

Aos poucos o percurso lá se foi definindo, com os últimos acertos a serem implementados na derradeira semana antes do evento. Por vezes, quando necessitávamos de explorar determinadas zonas em particular, implementávamos atalhos para ir saltando entre secções do percurso, atalhos esses que muitas vezes, por entre um esgar de sofrimento, nos faziam soltar uma piada: "Esperemos que os participantes não achem o percurso muito duro. Nesse caso haviam de experimentar estes atalhos.".

Estes reconhecimentos serviram também para ir registando algumas fotos e sequências de vídeo com que tentámos aguçar o apetite dos potenciais participantes. E desde logo fomos avisando que o percurso não faria concessões por se tratar dum evento da comunidade singlespeed. As dificuldades iriam encontrar seriam as mesmas de qualquer outro passeio de BTT pelo que qualquer multispeed iria encontrar também desafios à altura das suas potencialidades.

Chegámos assim à manhã do dia 26 e foi com alegria que verificámos que íamos ter a companhia de um grande grupo de amigos, alguns com e outros sem mudanças. Cerca de duas dezenas, no caso destes últimos.

Notícias recebidas em cima da hora davam conta de obras a cortar o percurso logo praticamente no primeiro km pelo que optou-se por uma alternativa que colocou de imediato o pelotão a subir pelo Kintal. Retomado mais à frente o trajecto delineado, o passeio decorreu ao longo do dia sem incidentes dignos de nota. Riba d'Ave, Aves, Roriz, Lustosa, Citânia de Sanfins, Sra da Assunção... foram alguns dos locais percorridos.

No final ficámos com a sensação de que o percurso tinha sido do agrado da generalidade dos participantes, quer pelos locais percorridos, quer pelos desafios físicos e técnicos encontrados. Julgo que prova disso são os diversos relatos, vídeos e fotos publicados posteriormente por eles:

  • Vídeo muito bom da autoria do Domingos Gouveia (BTT Pinoco)

Voltar